Abelissauro é o t-rex brasileiro. Às vezes, autistanto!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Projeto Caminhos de Martí | Proyecto Caminos de Martí

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Companheiras e companheiros,

O Projeto 'Caminhos de Martí' está sendo desenvolvido por mim em colaboração com diversas pessoas que estão em contato com o autor e o blog na rede social argentina FacePopular.

| 'Guantanamera' por Omara Portuondo |

Tendo o blog do Abelissauro como plataforma de divulgação, a ideia é que pelo menos um homem e uma mulher escrevam sobre a vida pública de seus países, melhor dizendo, sobre a vida política e situação partidária de seus países, abordando aspectos da esquerda, da direita e dos outros grupos, ou pontos de vista, e notas para o futuro.

Preferimos o formato misto entre informação e opinião e não estamos interessados no tipo de conteúdo panfletário, ou carente de críticas, ou de críticas parciais. Porém, isso não significa despir-se das próprias convicções, afinal somos todos da esquerda, quando na verdade nosso objetivo é a construção de conhecimento (e divulgação) autocrítico no sentido de demonstrar nossas diversidades e o sentido comum de uma #PátriaGrande.

Estamos trabalhando muito para isso e esperamos publicar uma vez por semana a voz de algum irmão ou irmã de nossa tão amada América Latina, quiçá toda América e/ou todo o Sul.

A linha básica dos artigos que virão é a seguinte, além de outras contribuições ;)

1) Descrição geral da atual situação política e dos partidos, abordando aspectos da esquerda, da direita e dos outros grupos;
2) Participação dos jovens no momento político e nos partidos;
3) Desde o panorama: revisão de erros e notas para o futuro com aquilo que é importante de se agregar para um outro mundo possível .

Contudo, isso não significa uma bula hermética que não esteja sujeita à variações de estilo, interesses e personalidades dos autores. A intenção também é essa! Logo, não haverá censura de conteúdos e a tradução para o português estará sobre minha responsabilidade.

Espero que gostem!


Joaquín Torres García, Mapa Invertido, 1943

Compañeras y compañeros,

El proyecto "Caminos de Martí" está siendo desarrollado por mí en colaboración con varias personas que están en contacto con el autor y el blog en la red social argentina FacePopular.

Tiendo el blog do Abelissauro como plataforma para difundir, la idea es que al menos un hombre y una mujer escriban sobre la vida pública de sus países, es decir, sobre la situación política y partidaria de sus países, abordando aspectos de la izquierda, derecha y los otros grupos, o puntos de vista, y notas para el futuro.




Preferimos el formato mixto entre información y opinión y no estamos interesados ​​en el tipo de contenido panfletario, o carente de crítica, o de un solo lado de la crítica. Sin embargo, esto no significa desnudarse de sus propias convicciones, pues todos somos de la izquierda, cuando en realidad nuestro objetivo es construir el conocimiento (y divulgación) autocrítico a fin de demostrar las diversidades y el sentido común de una #PatriaGrande.

Estamos trabajando duro para esto y esperamos publicar una vez a la semana la voz de un hermano o hermana de nuestra querida América Latina, tal vez toda la América  y/o todo el Sur.

La línea básica de los textos que vendrán es el siguiente, allá de otras contribuciones ;) 

1) Descripción general de la situación política actual y de los partidos, abordando aspectos de la izquierda y derecha y de los otros grupos;
2) La participación de los jóvenes en el momento político y los partidos;
3) Partiendo del panorama: revisión de errores y notas para el futuro con lo que es importante añadir hacia otro mundo posible.

Sin embargo, esto no significa una receta hermética que no está sujeta a las variaciones de estilo, los intereses y la personalidad de los autores. ¡Esta es también la intención! Pronto, no habrá censura de contenidos y la traducción al portugués es de mi responsabilidad.

¡Espero que lo disfruten!

|English| Pathways of Martí


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A hora da ação política

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| O Blog do Abelissauro foi cadastrado junto ao Instituto Lula para ser um dos meios autorizados a divulgar artigos de autoria do ex presidente. Seguimos ao primeiro deles |

A lenta retomada da economia global e seus enormes custos sociais, especialmente nos países desenvolvidos exigem uma corajosa mudança de atitude. É preciso identificar com clareza a raiz da crise de 2008, que em muitos aspectos se prolonga até hoje, para que os líderes políticos e os órgãos multilaterais façam o que deve ser feito para superá-la. 

A verdade é que, no dia 15 de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brothers pediu concordata, o mundo não se viu apenas mergulhado na maior crise financeira desde a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Viu-se também diante da crise de um paradigma. 

Outros grandes bancos especuladores nos Estados Unidos e na Europa só não tiveram o mesmo destino porque foram socorridos com gigantescas injeções de dinheiro público. Ficou evidente que a crise não era localizada, mas sistêmica. O fracasso não era somente desta ou daquela instituição financeira, mas do próprio modelo econômico (e político) predominante nas décadas recentes. Um modelo baseado na ideia insensata de que o mercado não precisa estar subordinado a regras, de que qualquer fiscalização o prejudica e de que os governos não tem nenhum papel na economia, a não ser quando o mercado está em crise. 

Segundo este paradigma, os governos deveriam transferir a sua autoridade democrática, oriunda do voto - ou seja, a sua responsabilidade moral e política perante os cidadãos - a técnicos e organismos cujo principal objetivo era o de facilitar o livre trânsito dos capitais especulativos. 

Cinco anos de crise, com gravíssimo impacto econômico e sofrimento popular, não bastaram para que esse modelo fosse repensado. Infelizmente, muitos países ainda não conseguiram romper com os dogmas que levaram ao decolamento entre a economia real e o dinheiro fictício, e ao círculo vicioso do baixo crescimento combinado com alto desemprego e concentração de renda nas mãos de poucos. 

O mercado financeiro expandiu-se de modo vertiginoso sem a simultânea sustentação do crescimento das atividades produtivas. Entre 1980 e 2006, o PIB mundial cresceu 314%, enquanto a riqueza financeira aumentou 1.291% segundo dados do McKinseys Global Institute e do FMI. Isso, sem incluir os derivativos. E, de acordo com o Banco Mundial, no mesmo período, para um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros não derivados, existiam US$ 674 trilhões em derivativos. 

Todos sabemos que os períodos de maior progresso econômico, social e político dos países ricos durante o século XX não tem nada a ver com a omissão do Estado nem com a atrofia da política. 

A decisão política de Franklin Roosevelt, de interferir fortemente na economia norte-americana devastada pela crise de 1929, recuperou o país justamente por meio da regulação financeira, o investimento produtivo, a criação de empregos e o consumo interno. O Plano Marshall, financiado pelo governo norte-americano na Europa, além de sua motivação geopolítica, foi o reconhecimento de que os EUA não eram uma ilha e não poderiam prosperar de modo consistente num mundo empobrecido. Por mais de trinta anos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, o Welfare State foi não apenas o resultado do desenvolvimento mas também o seu motor. 

Nas últimas décadas, porém, o extremismo neoliberal provocou um forte retrocesso. Basta dizer que, de 2002 a 2007, 65% do aumento de renda dos EUA foram absorvidos pelos 1% mais ricos. Em quase todos os países desenvolvidos há um crescente número de pobres. A Europa já atingiu taxas de desemprego de 12,1% e os EUA, no seu pior momento, de mais de 10%. 

O brutal ajuste imposto à maioria dos países europeus - que já foi chamado de austericidio - retarda desnecessariamente a solução da crise. O continente vai precisar de um crescimento vertiginoso para recuperar as dramáticas perdas dos últimos cinco anos. Alguns países da região parecem estar saindo da recessão, mas a retomada será mais lenta e dolorosa se forem mantidas as atuais políticas contracionistas. Além de sacrificar a população europeia, esse caminho prejudica inclusive as economias que souberam resistir criativamente ao crack de 2008, como os EUA, os BRICS e grande parte dos países em desenvolvimento. 

O mundo não precisa e não deve continuar nesse rumo, que tem um grande custo humano e risco político. A redução drástica de direitos trabalhistas e sociais, o arrocho salarial e os elevados níveis de desemprego criam um ambiente perigosamente instável em sociedades democráticas. 

Está na hora de resgatar o papel da política na condução da economia global. Insistir no paradigma econômico fracassado também é uma opção política, a de transferir a conta da especulação para os pobres, os trabalhadores e a classe média. 

A crise atual pode ter uma saída economicamente mais rápida e socialmente mais justa. Mas isso exige dos líderes políticos a mesma audácia e visão de futuro que prevaleceu na década de 1930, no New Deal, e após a II Guerra Mundial. 

É importante que os EUA de Obama e o Japão de Shinzo Abe estejam adotando medidas heterodoxas de estímulo ao crescimento. Também é importante que muitos países em desenvolvimento tenham investido, e sigam investindo, na distribuição de renda como estratégia de avanço econômico, apostando na inclusão social e na ampliação do mercado interno. O aumento da renda das classes populares e a expansão responsável do crédito mantiveram empregos e neutralizaram parte dos efeitos da crise internacional no Brasil e na América Latina. Investimentos públicos na modernização da infraestrutura também foram fundamentais para manter as economias aquecidas. 

Mas para promover o crescimento sustentado da economia mundial isso não é suficiente. É preciso ir além. Necessitamos hoje de um verdadeiro pacto global pelo desenvolvimento, e de ações coordenadas nesse sentido, que envolvam o conjunto dos países, inclusive os da Europa. 

Políticas articuladas em escala mundial que incrementem o investimento público e privado, o combate à pobreza e á desigualdade e a geração de empregos podem acelerar a retomada do crescimento, fazendo a roda da economia mundial girar mais rapidamente. 

Elas podem garantir não só o crescimento, mas também bons resultados fiscais, pois a aceleração do crescimento leva à redução do déficit público no médio prazo. Para isso, é imprescindível a coordenação entre as principais economias do mundo, com iniciativas mais ousadas do G-20. Todos os países serão beneficiados com essa atuação conjunta, aumentando a corrente de comércio internacional e evitando recaídas protecionistas. 

A economia do mundo tem uma longa avenida de crescimento a ser explorada: de um lado pela inclusão de milhões de pessoas na economia formal e no mercado de consumo - na Ásia, na África e na América Latina - e de outro com a recuperação do poder aquisitivo e das condições de vida dos trabalhadores e da classe média nos países desenvolvidos. Isso pode constituir uma fonte de expansão para a produção e os investimentos mundiais por muitas décadas. 

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil 

|Castellano| Lula | Tiempo de la acción política


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Em Defesa de José Serra

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Defesa de José Serra (ainda PSDB|SP) candidato à Presidência da República pelo - quase P - PSDB em 2014.

Çerra do Bope


O eterno vice da política, o político vampirão, ou quase político, José Çerra (Tucano|SP) declarou quase sem cobertura, a não ser dos abutres habituais, outras aves também agourentas próximas aos tucanalhas, que em 2014 será candidato. Só não sabe ainda a que, mas será. Por tal indefinição é que venho a público defender a candidatura de $erra Presidente do Brazil.

As razões são muitas. Ou o caro leitor tem alguma dúvida? Vamos a algumas delas:

- Segundo - pois aqui não tem primeiro - ao tentar tantas vezes passar o PT na Presidência nós, o Povo, já sabemos qual cor é o tom do discurso, afinal de contas, proposta de governo que é bom a oposição não tem mesmo, então na falta do novo, do propositivo, que venha mais uma vez o óbvio.

- Segundo- agora sim no lugar certo - José Erra estaria sempre sóbrio nos debates, o que cada dia fica mais difícil de ver no caso do tucano mineiro Aécio Never.

- Terceiro - segundo depois do segundo - ter o Never na disputa é como ter um novo Collor: um playboy. O cara vive de praia, bairro de luxo no Rio de Janeiro e mais bebida dirigindo e Senado que é bom: Never. Já Scerra é diferente, old school, pois recebe propina de 30% em cartel de transnacionais e leva uma vida discreta, austera. Se é para ser do bando(ido) dos tucanos que não seja o tipo esbanjador!

- Quarto, segundo 2 vezes, Marina Silva é um saco e como já vimos só serve para o PSDB chegar ao 2º (segundo) turno na eleição da Dilmis - O Show da Poderosa! Então, se é pra chegar em segundo no segundo turno que seja por esforço próprio e não manobra em #Rede. Além do que, nada como ter repeteco do circo conservador feito pela dupla pós-sertaneja Marina Çerra.

- Ah, cansei. Contagem definitiva: Vasco. José $erra é carismático, jovial e sorridente . Eleição presidencial sem Serra não é eleição presidencial com beleza e sedução. Como não lembrar de Erra andando de Skate, Çerra ferido pela bolinha de papel, Sserra de 1000 sorrisos. Esse papo de que o PSDB precisa de um candidato jovem, por isso a desencolha de Never, é tudo mentira. Quer jovialidade maior que a do eterno vice?

- Vasco na segundona: para finalizar, nada como ter Dilma de novo com a ForçaDoPovo em 2014 deixando nossa ave querida no lugar que é seu por mérito: em 2º. E assim a gente detona o playsson também na disputa: 2 tucanalhas com uma Estrela só!

E como prova do espírito descontraído de nosso #Muso, como não lembrar de sua magna aula de Matemática.

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cuidado, las FARC vas a secuestrarte

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- A los hermanos de Colombia y toda Patria Grande, tan hermosos!

En 17 de diciembre de 2010, un pueblo de la Cordillera Oriental de Colombia, al norte de Santander, llamado Gramalote, sucumbe a un desastre misterioso y magnífico. En pocas horas, unas 7.000 personas salen de la pequeña aldea, porque en la tierra se están abriendo grietas que se tragan los edíficios a su paso y hace desaparecer del mapa 153 años de historia. Más allá del camino de la destrucción de la avalancha también se oye un zumbido intermitente.

Hoy en día el pueblo extinto sigue desmoronándose poco a poco y en el momento del desastre, Juan Manuel Santos, Presidente de Colombia, visita la zona de los sin techo - uno de los albergues, irónicamente llamado 'Nueva Palestina' - y promete reconstruir el pueblo donde la población considerarlo mejor dentro de un año. Estamos ahora en 2013 y la población restante permanece organizada y el gobierno en silencio.

Pero, ¿que tiene que ver lo ocurrido  con el reciente final del alto al fuego unilateral de 60 días promovido por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejército del Pueblo (FARC-EP) para las negociaciones de paz y la repercusión en los principales grupos de medios de comunicación?

Nada. ¡Excepto como metáfora! Como en el caso de Gramalote, Juan Manuel, después de las declaraciones de alto al fuego por parte de la FARC y las negociaciones en La Habana, hizo un llamamiento a las murallas de la comunicación para desfechar hermosos discursos que destacaron los esfuerzos del gobierno en la construcción de la paz, o como en Gramalote, para la reconstrucción de la aldea.

Bueno, Bogotá optó por no reubicar a los refugiados en programas de vivienda definitiva, dado que en el período de un año tendrían sus casas reconstruidas a imagen y semejanza de la anterior, por eso que aceptaran las condiciones, organizándose y están esperando. Del mismo modo, Bogotá optó por no unirse a la cesación del fuego, promovió un ataque efecto en el 31 de diciembre - que de acuerdo a las FARC fueron 14 muertos, entre ellos un civil - y también reforzó la necesidad de continuar la acción militar.

Las negociaciones continuaron. Los aldeanos del pueblo recibieron con cierta irregularidad algunos bastimentos del gobierno, como ayuda de costo hasta que pudieron regresar a su actividad laboral principal: el café, en la nueva tierra prometida. En La Habana, llegaron a la comprensión de la necesidad de una consulta pública para respaldar un posible acuerdo de paz destinado a garantizar la estabilidad y la durabilidad de los acuerdos como una política de Estado y no de gobierno solo.

Para los habitantes de Gramalote fue anunciado unos meses más tarde, la elección de un territorio todavía en Santander, donde se construiría la nueva aldea. Un lugar de la tenencia de una familia aislada, en una ladera de la montaña parecido al anterior, pero con un aire de lugar inhóspito, con una densa niebla en casi la mitad del año y las lluvias y relámpagos encima de la media habitual. ¡Un lugar sin duda aún no tocado por los voraces y poderosos latifundios de Colombia! Fue anunciado que el presidente iba a estar allí en persona para poner la primera piedra, pero por cosas del destino, la piedra no fue comprada y el presidente nunca apareció. ¡Además, no se les dio condiciones para los refugiados para visitar el lugar e incluso los medios de comunicación no cubrieron la falsa agenda presidencial!

Sin embargo, el fin de la tregua unilateral fue anunciado casi en neón por los también voraces y poderosos latifundios de los medios de Bogotá y Río de Janeiro, Buenos Aires y Nueva York. Así que todo un ambiente de densa niebla y fuertes relámpagos se atribuye al grupo guerrillero, que una vez más trata de estafar a los encomiables esfuerzos de Juan Manuel Santos para poner fin a la guerra civil en Colombia. ¿Quién lee y piensa que el tono del diario El Espectador y otros es algo parecido como a un amplio debate? Ahora están listos para el título de G1-Brasil:  'Atentando de FARC a oleoducto en Colombia después del fin de la tregua’.

Iván Márquez, jefe negociador en Cuba por las FARC, ha presentado recientemente un documento que añade algunos puntos más en las negociaciones de paz, puntos incluso incorporados desde la sociedad civil - un documento que, por supuesto, no fue reproducido por ninguno de los principales medios de comunicación allí y aquí. Entre algunos puntos son:

- Para "alcanzar la paz es clave para erradicar el hambre, la desigualdad y la pobreza agraria y la democratización de las relaciones urbano-rurales."
- Cómo supuestos fundamentales para alcanzar el punto anterior deberán "proporcionar al campo colombiano de infraestructura en materia de educación, salud, vivienda, ocio, deporte, cultura y seguridad social."
- Un tercer punto se refiere a la "construcción de una nueva ruralidad basada en los vínculos democráticos entre campo y ciudad, y en el principio de" justicia territorial que supere visiones extractivas y utilitarias. "

La principal actividad económica de la localidad de Gramalote se centró en la producción de café, pero más bien dividida entre pequeños y medianos productores que formaban uno eje paralelo de producción no concentrada como es el caso común de Colombia. Con el desastre surgió un vacío en lo abastecimiento que pudo ser cubierto por los grandes productores, o su arrendamiento, y el capitalismo monopolista avanzó y la pluralidad en la libre competición fue por el desagüe, o ¡hacia abajo de la montaña!

Las Fuerzas Armadas Revolucionarias, además de su participación en el tráfico de drogas y las actividades terroristas - que es real - mantuvieron bajo su control varios territorios cultivables o han contribuido para la permanencia de los ocupantes tradicionales donde están y que no fueran expulsados ​​por el avance de la agricultura a gran escala, con el apoyo por Bogotá y la presión militar de los Estados Unidos, además del interés por los recursos minerales en el bosque. Desde San Vicente de Caguán hasta las áreas de bosque denso, el poder del latifundio y las bases militares de Estados Unidos no pudieron proceder según lo previsto.

Luego, en los términos propuestos por las FARC son condiciones que amenazan la continuidad de la hegemonía neoliberal en tierras colombianas, debido a que los guerrilleros tratan de garantizar que propuestas presentadas por la sociedad civil sean la pauta del desarrollo local en tiempos de paz, por lo que abogan por una Asamblea Nacional Constituyente como un organismo capaz de asegurar la legitimidad y la seguridad jurídica al proceso, dado que una consulta popular estar implicada en la organización de un procedimiento llevado a cabo por instancias altamente corruptas del poder central.

Pues resulta que tres años más tarde Gramalote fue olvidada por la televisión y los periódicos, así como su población que permanece organizando protestas y manifestaciones para que se respeten sus derechos, así como que se cumplan las promesas. Y puesto que los mismos grupos de comunicación no están interesados ​​en abordar el tema de un alto de fuego bilateral y que siempre están dispuestos a poner de relieve la amenaza planteada por las FARC para el proceso de paz.

‘Mas convenhamos’, ¿como un ruidoso grupo que habla sobre "Medidas excepcionales para cubrir la deuda histórica política, económica, social y cultural del Estado con el campo y sus pobladores", la cual es causa de "la violencia, exclusión, desigualdad, pobreza, discriminación y segregación territorial ", podría plantear un agente confiable para la construcción de paz? ¡Aún mejor es creer en los esfuerzos para continuar la caza de los bandidos promovidos por la administración de Obama y Santos!

Este texto fue publicado en enero y portugués. Desde entonces mucho ha cambiado, y el presidente Santos dijo que el proceso de paz se completará en 2014.

Por ejemplo, el gobierno colombiano y las FARC anunciaron en mayo que llegaran a un acuerdo sobre la cuestión de la tierra, el primer punto del orden del día de acuerdo a las conversaciones de paz que tienen lugar en Cuba.

Las partes llegaron a acuerdos en aspectos tales como el acceso y uso de la tierra, la tierra no utilizada, la formalización de la propiedad y la frontera agrícola y protección de la Zona de Reserva, según un comunicado conjunto de la mesa de negociación, leídos por los representantes de los países garantes proceso de paz, Carlos Fernández de Cossio, Cuba, y Dag Mylander, Noruega.

El acuerdo, titulado "Hacia un nuevo campo colombiano: la reforma rural integral" significa "el comienzo de la transformación radical de la realidad rural y agrario de Colombia con justicia y democracia", según un comunicado conjunto.

Por supuesto, se añaden otras preocupaciones en el complejo proceso. Uno de ellos es el intento del gobierno de un acuerdo con la guerrilla de no investigar los delitos de tortura cometidos por las FARC. Lo que sería bueno para ambas partes, ya que Bogotá también estaría libre de la presión por la verdad en sus acciones militares, como los 'falsos positivos', pero no sería nada bueno para la Verdad y la Transición.

En conclusión, aún tenemos otros puntos que se destacan en el proceso y son llamados al pueblo por el Polo Democrático Alternativo (PDA), el partido que tiene mi afecto en Colombia: | La Paz depende de reformas sociales fundamentales y no solo de la justicia transicional: Clara López |

¡Por Gramalote y su pueblo! 

Con informaciones de Prensa Latina | Andes - Agencia Pública de Notícias de Ecuador y Suramérica | Farc-EP - www.farc-ep.co | Portal G1 de Notícias | El Espectador | Polo Democrático Alternativo (PDA) | Revisão amigo: Kevin Axel Costa 


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domingo, 28 de julho de 2013

El baño del Papa

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#JMJ com a presença do ilustríssimo star: o Papa, que além de pop é santo! E na sua visita ao Brasil quem não o deixou papar mosca foi a mídia. Convehamos, não seria muito diferente se quando ele foi à sacada, no Vaticano, quem o viu primeiro foi a televisão! ''Na tela da TV no meio desse povo'', assim disse o Santo Padre. Jovens nãos sejam manipulados!

Bem, marcada para acontecer junto ao acampamento mor da Jornada, a #MarchaDasVadias também rolou em Copacabana. Do lado profano, ou laico, o ritmo foi frenético e entre os bafos: alguém enfiou uma cruz no cu. Repercutiu!

Oras que gostaria de fazer algumas observações, afinal como nos disse o pregador: "ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura". (Marcos 16:15)


  • Primeiro, meu cu é laico! 
  • A toda ação há sempre uma reação, oposta e de igual intensidade. Depois, realizada a operação de soma zero o que resta é o silêncio.
  • Também acho sem noção mexer  com objetos de cultos religiosos, diriam os despachos! 
  • Se a cruz e a espada andaram juntas, o cu não deixa de ser outra arma.
  • De mais a mais, achei muito positivo ter turistas na Baixada Fluminense, principalmente os hermanos de nuestra Sudamerica, que até me pareceram mais irmãos! 
  • No fim, já pagamos por tanto luxo e desperdício que de qualquer maneira torna-se um prazer pagar por uma cidade no ócio. Um salve às pernas de fora! 
  • Por último, que venha uma próxima #JMJ, só que dessa vez: no pré-carnaval! 
Prepara, que agora é hora..

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Guerra de todos, contra todos. Não é game!

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Para o filósofo Renato Janine Ribeiro uma leitura mais atenta da obra de Hobbes nos adiantaria que o estado de guerra de todos contra todos não seria a regra da pré-história da humanidade; para ele uma leitura mais completa do autor inglês nos revela que "en realidad, existen pactos que valen aún cuando no hay un poder estatal". Portanto, o estado de guerra de todos contra todos só poderia acontecer no advento um poder soberano, haja vista ser esse o cenário mais adequado à disputa dos interesses ao contrário do lugar do 'estado de natureza', em que as disputas provavelmente aconteciam muito mais pelo não cumprimento desses pactos que por um poder real e mensurável.

Segundo o autor brasileiro "una lectura más atenta del conjunto de la obra de Hobbes demuestra que el descontento con el poder legítimo proviene en último análisis de um manejo de las conciencias por um sujeto oculto y opuesto al Estado. En otras palabras, la revuelta no surge tan sólo de la ignorancia o de una desobediencia generalizada. No sucede por casualidad. La ignorancia de los súbditos y la desatención del gobernante solamente resultan incendiarias cuando la chispa es producida por ese escondido sujeto de la política, ese sujeto de patente ilegitimidad: la casta sacerdotal".

Hobbes trata especificamente da casta sacerdotal porque para ele a Igreja estaria comprometida com uma esfera específica da vida humana que o Estado não tem acesso, ou seja, a preocupação transcendente. Logo, no monopólio do uso desse sentido oporia a consciência dos fiéis à sustentação da legalidade e continuidade do poder estatal. Daí que o inferno figure como um território tão importante na capacidade de desafiar a legitimidade do poder instituído e, portanto, com ele realizar a disputa pelo controle do poder, configurando a guerra.

Mas o teórico político escreveu durante o século XVII e seu ponto de vista, hoje, não contempla a complexidade de um estado de guerra geral, ainda que o mesmo conceito seja pertinente. E é pertinente pois nos permite melhor localizar o papel da Igreja Romana nessa disputa na modernidade. Por exemplo, a linha de atuação do novo pontífice, Papa Francisco, na opção pelos pobres, não combate a concentração de riqueza e o enriquecimento exagerado e ilícito, logo não ajudar os pobres torna-se somente mais um artifício alardeante da iminência do inferno, ainda mais que nas sociedades ocidentais a opção religiosa entre os estratos mais ricos é cada vez menor. Em outra via, a disputa pelas consciências através da expectativa do transcendente também é a tônica dos protestantes que no Brasil, mais especificamente, tomam corpo de partidos políticos e bancadas evangélicas. Sujeitos que à maneira religiosa inflamam a guerra como entes escondidos, ou nas sombras.

Como dito, ponto de vista que não contempla a totalidade de hoje, pois tratar dessa disputa no contexto dos Estados contemporâneos é também lembrar o lugar de destaque da economia e das classes sociais que gera. Um exemplo. O vice-presidente boliviano Álvaro García Línera em conferência nos contou um pouco da experiência do país andino. Com a chegada de Evo Morales ao Poder Executivo e a constituinte visando a construção e consolidação de um novo Estado, o que se asseverou no horizonte político do mesmo foi a necessária crise ancorada na insatisfação geral. E por que a insatisfação deflagrou a guerra? A resposta é simples, porque o novo bloco de poder formado por indígenas, campesinos, trabalhadores pobres e trabalhadores da classe média (setores) ao agir na contramão dos interesses imperialistas dependentes demonstrou a incapacidade daquele Estado em cumprir seu papel de agente público equânime e garantidor da soberania nacional. Logo, os setores rentistas (alusão à obra de Lênin, O Imperialismo) e demais exploradores predatórios e dependentes se lançaram à tentativa de golpe no que o político e sociólogo denominou 'embate catastrófico', ou seja, tentaram reconquistar o poder à força num momento de guerra geral. Daí a importância da coesão deste novo bloco de poder, pois assim tiveram a capacidade de rechaçar a tentativa de levante antidemocrático, vide a tentativa de independência da província de Santa Cruz - a mais rica, e prosseguiram na consolidação de um modelo alternativo de poder consumado no Estado Plurinacional. A inflamação alimentada por setores escondidos na política foi devidamente aplacada por aqueles comprometidos com uma outra Bolívia possível, inclusive na disputa pelas consciências.

Mas a guerra de todos contra todos não se restringe a lugares por tratar-se de um estado, como o caso Argentino confirma. Observadas as diferenças, o caso argentino apresenta semelhanças com o caso boliviano confirmando a necessidade de inclusão da economia e das classes sociais na análise. Buenos Aires, por exemplo, é a província mais rica do país, mas não a que mais gera riquezas. Mesmo concentrando parte da atividade industrial, basicamente, trata-se de uma economia rentista - devido o controle sobre os recursos oriundos do escoamento de mercadorias via porto, o que gerou um arranjo de classes também distinto. Lá a classe média é muito maior que a boliviana, mais consolidada e menos distante das classes ricas, ainda que o percentual de pobres no total argentino só tenha crescido até o governo dos Kirchner. Como classe que se desenvolveu na prestação de serviços ao redor das necessidades dos rentistas, tendeu também a concentrar a atenção do Estado e das políticas públicas normatizando um determinado padrão de vida que segue, hoje, sendo universalizado à população, principalmente fora de Buenos Aires e na periferia da mesma. Melhorar as condições de vida dos mais pobres readequando os privilégios dessa classe agora como direitos fundamentais de todos e todas, logo uma readequação do estilo e qualidade de vida geral, deu a essa mesma classe média o lugar de sujeito político oculto inflamador da guerra, pois o que antes era tido como uma recompensa pela sustentação ideológica do constante enriquecimento dos ricos, principalmente durante a Ditadura Civil-Militar e os tempos de Neoliberalismo, agora é encarado pelo Governo como uma necessidade de Estado, ou seja, a redução das desigualdades e o fim dos privilégios. Obviamente esses setores tornam-se descontentes e se lançam à disputa pelos meios que dispõem inflamando a guerra, ainda mais quando o governo da presidenta Cristina logrou alcançar sólida composição no Legislativo que a permitiu, inclusive, dar o start na Reforma do Judiciário, consolidando definitivamente um modelo alternativo de poder. O embate catastrófico que tem a Plaza de Mayo como palco dá o tom da guerra, que além de tudo tem no tango o ápice da expressividade porteña, quem sabe político-porteña.

Como destaque, para García Línera a conquista do Judiciário representa uma etapa avançada nessa conquista que começa pelo Executivo, pois dá conta das necessidades imediatas das pessoas, depois o Legislativo, que assegura a construção de um tipo ideal de Estado e depois o Judiciário, que é mais geracional e onde está a segurança do Estado Democrático de Direito.

E o Brasil? Ah, o Brasil...

Guerra, Portinari
Definitivamente é deflagrado o momento de guerra de todos contra todos. As manifestações de Junho não nos deixam mentir! E também devemos nos ater um pouco mais à economia e às classes sociais para entender nosso momento histórico, que não é exclusivo como visto. Para Maria da Conceição Tavares em "Da substituição de importações ao capitalismo financeiro", a enorme presença de capital estrangeiro em nossa economia tornou-a uma das mais internacionalizadas e abertas do mundo, não encontrando similaridade em nenhuma outra. Na mesma medida, como resultado óbvio dessa estrutura temos uma sociedade dividida em classes profundamente desiguais entre si, configurando ricos radicalmente distantes dos pobres, além de extremamente dependentes em relação à burguesia internacional e financeira, e no meio, a classe média. Como no caso argentino, nossa classe média alcançou sua qualidade de vida como um subproduto da acumulação capitalista dependente promovida pela relação entre os setores da burguesia internacional e da burguesia nacional, representando também um estilo de vida como recompensa para a sustentação ideológica do enriquecimento constante dos ricos, e para tanto concentrou a atenção do Estado e das políticas públicas. Pois bem, em 2003 assume o Poder Executivo nacional o Partido dos Trabalhadores e com isso começa a se delinear um modelo alternativo de poder. Passamos pela crise de 2008, um momento que dificilmente as tensões se elevariam dado o cenário de incertezas, mas concomitante ao modelo anticíclico adotado na economia o que observamos foi a massificação do movimento de ascensão da Classe C. E aí a coisa mudou, pois continuamos aprofundando o modelo de Justiça Social e a redução das desigualdades, enfim, tomou corpo de um fenômeno na vida social brasileira. Até então nunca tinha sido de nossa cultura civilizatória a restituição como política de Estado daquilo que lesamos aos pobres, vide a plena inserção dos negros que estamos lutando desde a nossa libertação, e pela primeira vez caminhamos na direção de um país de todas e todas e com o compromisso de erradicar a pobreza. Assim, as tensões se acumularam e os grupos rentistas já não estão contentes, por exemplo, a primeira correção feita pelo Banco Central no ano de 1999 da taxa Selic foi de a elevação da taxa anual de 29,21% para 37,34%, mas não foi a maior de todas! Hoje a mesma taxa é de 7,90% ao ano. Mas a galera que depende dessas taxas de juros, pois pobre convive com taxas muito mais altas, tem outros meios de disputar o poder, seja através do controle sobre a produção e do crédito, da incorporação de desonerações aos lucros, praticando taxas médias de lucros acima da maior parte das economias no mundo, usando de artifícios para pressionar a inflação e o dólar ou manipulando a opinião pública através da mídia corporativa, falando mais claro, disputando consciências pela (des)informação. Já a classe média é outra história, pois como na Argentina, ela perdeu o lugar de domínio da atenção do Estado e das políticas públicas, além de uma readequação de estilo de vida com a aproximação da Classe C, o que provavelmente deve ser o mais doloroso, pois aí reside o declínio da ideia de exclusividade, princípio fundamental para que a mesma classe média servisse aos interesses de reprodução ideológica do capitalismo dependente como alerta Chico de Oliveira em "Crítica à Razão Dualista". Pronto, está deflagrado o estado de guerra de todos contra todos, pois em uma fatia as classes abastadas já demonstram o total descontentamento com o processo de menos enriquecer, em outra as classes sacerdotais, para ser fiel aos termos de Hobbes, tentam usurpar o poder do Estado desvirtuando sua laicidade, em outra a Classe C quer mais (como é de direito, afinal país rico é país sem pobreza) e na fatia derradeira a classe média que decide concentrar seu arsenal naqueles que sustentaram ideologicamente. No Rio de Janeiro, são os inocentes do Leblom e o os neoliberais da Fifa a mira preferencial. Movimento que não deixa dúvida a opção feita, pois coloca Democracia em risco mais uma vez ao deflagrar uma possível ascensão da direita e asseverando um 'embate catastrófico' que muito mais tende a alimentar em força a Casa Grande que a Senzala, pois definitivamente a classe média tende a dar as costas aos pobres por enxergar neles o fim da política de privilégios. Sem dúvida a apatia em defender também nas ruas a mais que urgente Reforma Política é o sinal claro de que essa classe, assim como os ricos traidores, não desejam a participação dos pobres. No estado de guerra de todos contra todos, numa ilusão de ótica, o inflamação se faz para importunar os de cima para repreender os da base!

Daí que numa clara disputa pelas consciências, no estado de guerra de todos contra todos, o sujeito escondido da política, esse sujeito, que ao contrário das palavras de Hobbes, patente de legitimidade deve permanecer no lugar da defesa incontestável, enquanto progressista, da instauração de um modelo alternativo de poder e não restaurador de privilégios. Daí que é preciso sair ao sol da participação cidadã e dar voz ao velho Marx: trabalhadores, uni-vos!

Uma observação, o autor Lênin também adiantou que uma das competências do capitalismo na especialização de tarefas foi descaracterizar as posições médias de comando, ou especializadas, como se fossem lugares ocupados por TRABALHADORES, gerando o que ele denominou por 'proletariado aburguesado', no geral - os lugares da classe média.

E aí, de que lado você samba?

Com informações de: Renato Janine Ribeiro | Maria da Conceição Tavares | João Sicsú | Lênin | Marx | Eduardo Galeano | Atílio Boron | Alvaro García Línera | Chico de Oliveira | Banco Central

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nos passos do Passinho

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Uma garotada que dança e encanta. Ontem galera que só dançava nos bailes, hoje galera responsável por um estilo de arte, mídia, grupo e ideias. Um dia o que fora o corredor polonês nas quebradas dos anos 90, hoje tornou-se a linha que separa bondes que desafiam uns aos outros: a batalha do passinho. No geral, clima de festa e competição bem-vinda, pois o que era pancada ficou para trás.

Quase domínio masculino, o processo de troca de informações e extensão dos bailes nas redes sociais fazem com que o quadro mude rapidamente agregando a presença feminina nas rodas informais e competições reais. De modo semelhante, mudanças qualitativas como esta não são observadas com a mesma velocidades nos estratos médios, por exemplo.

Os gays então! Acompanhando a produção do filme 'Favela Gay' da mesma linha '5x Favela' uma observação importante é que na ausência de serviços especializados em segmentos de público, como é comum na classe média em diante - leia-se boate gay, boate hetero, boate deus nos acuda - o pessoal dos subúrbios, favelas e arrabaldes tendem a ter espaços comuns de convivência e diversão, logo numa certa 'convivência forçada' os grupos tornam-se mesclados e a participação dos LGBTs nos bondes deixa de ser uma novidade.

Como dizem por aí: quando não temos nada para compartilhar de material o que resta é o afeto. Imaginemos tal máxima aplicada a jovens pobres! A amizade entre os grupos agrega normalmente muita gente e o conteúdo homoerótico delas é mais esclarecido, afinal de contas, o que há a perder? Num baile, por exemplo, lembro muito mais das ideias de um sexólogo como Kinsey, ou da meinha de todos, que de uma orientação hermética em sentido A ou B. Vejamos, não se trata da negação da orientação sexual, mas não como uma afirmação de cunho biológico.

Obviamente o preconceito existe e uma não profunda etnografia nas redes sociais dá conta de revelar as fraturas e dilemas, mas alguns bondes têm assumido posição de maior destaque entre os bailarinos, alguns deles já tendo até dançado em outros estados e no exterior, e esses também vêm assumindo o lugar da referência. Taxam o preconceito como inútil e dão grandes mostras de fraternidade, respeitando a orientação de cada um.

Quando o assunto é mídia o passinho recheia o mundo digital com memes, videoclipes, vídeos experimentais, aulas em vídeo, ou seja, uma troca incessante de informações e conteúdos diversos. Não há copyright e o direito a que todos dancem e se aprimorem está garantido na liberdade do compartilhamento. Mesmo que Michael Jackson, Caboclo de Lança, Maracatu, Mangue beat, Train Soul e o charme não constem nos créditos e haja ainda muito a impressão do self-made, a tendência aponta para a significação pela coletividade e para a coletividade.

No campo estético também ousam e vão além do tradicional masculino x feminino. Meninos são vaidosos e gostam de brilho e novos adereços. E os cabelos, ah os cabelos, verdadeiros Carmens Miranda! Basta passar por um orkontro em Madureira para notar. Já as meninas são ainda uma incógnita, pois o repertório possível sempre foi maior e parecem não absorver o guarda-roupa masculino como uma iniciativa à la Yves Saint-Laurent com seu 'le smoking', mas de pronto estão ou continuam na contramão das evangélicas que aparentam cada dia mais terem parado nos 9 anos!

E não se assuste se um coleguinha 'Tyco Dancing Perfect Bonde CBT Mister Maridão' tiver 3000 amigos no Facebook! É assim mesmo, afinal os populares somos muitos no Brasil! Assim, constituem também uma rede poderosa de formação de opinião, que, contudo, está devidamente limitada pelo pequeno repertório cultural demonstrado pela maioria, reflexo da educação formal capenga. Nesse sentido, a linguagem não nos deixa mentir. Mesmo acreditando numa língua viva e moldável, no geral o notado é a baixa capacidade de instrumentalização dela por seu escasso domínio. E essa é uma mensagem que os grupos em destaque ainda não absorveram: o valor do estímulo à educação e à participação cidadã!

Observação que de modo algum deprecia a imagem e arte da galera envolvida no passinho, ainda mais que estamos apenas no início de uma longa caminhada que poderia ser chamada de visibilidade dos pobres e por hora fica minha gratidão pelo muito que aprendo desde que venho acompanhando o passinho e sua galera há mais ou menos um ano. Nomes como Cebolinha, JJ, Camila, Bolinho e tantos outros ficam como o registro dos informantes informais, grandes pessoas e que merecem o aplauso geral pela incrível renovação proposta no funk do Rio de Janeiro.

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